Crescimento Animal

O CRESCIMENTO EM ANFÍBIOS

Amphibia (anfi= duas; bios= vida) compreende os anuros (sapos, rãs e pererecas) salamandras e cecílias (cobras cegas e cobras de duas cabeças) Os anfíbios foram os primeiros vertebrados a invadir o ambiente terrestre mas, em geral, continuam dependentes da água, principalmente no momento da reprodução, quando machos e fêmeas lançam seus gametas na água, onde ocorre a fecundação. Estes animais podem apresentar o desenvolvimento embrionário direto ou indireto. No desenvolvimento direto o animal nasce com aparência semelhante à do adulto, enquanto no desenvolvimento indireto eclode um organismo sob a forma de uma larva aquática com respiração branquial que, na metamorfose transforma-se em um adulto de hábito terrestre e com respiração pulmonar.

Os anfíbios apresentam crescimento determinado ou indeterminado embora o primeiro seja predominante para a maioria das espécies.

Entre os anfíbios, com desenvolvimento indireto, podemos distinguir diferentes fases de crescimento: o desenvolvimento larval, que enfatiza o crescimento e o alimento como fonte básica para o seu aumento em tamanho, e o crescimento juvenil, que ocorre de maneira rápida e torna-se lento após o animal alcançar a maturidade sexual.

A metamorfose representa a conexão entre essas duas fases e alterações bioquímicas, fisiológicas, morfológicas e comportamentais que capacitam o animal à vida no ambiente terrestre ou semi-terrestre em sua fase adulta. Essas alterações são coordenadas por processos endócrinos que, por sua vez, sofrem influências de fatores ambientais.

Um aspecto interessante do crescimento desses animais é o controle hormonal que são distintos conforme a fase em que se encontra o animal: larval ou juvenil.

Interação de hormônios hipofisários
Figura - Interação dos hormônios hipofisários com o processo de metamorfose em anuros.

Na fase larval, o envolvimento do hormônio da tireóide no crescimento de anfíbios difere do modelo geral apresentado pelos vertebrados. O hormônio da tireóide, tiroxina, induz a metamorfose mas inibe o crescimento, enquanto o hormônio prolactina acelera o crescimento e bloqueia a metamorfose. Assim, o hormônio prolactina é considerado por alguns pesquisadores como o hormônio larval do crescimento dos anfíbios.

Na fase juvenil, o controle hormonal é realizado pelo hormônio do crescimento produzido pela hipófise. Utilize o link a seguir para conhecer a hipótese de Etkin que procura explicar a interação hormonal no processo de metamorfose dos Anura

Computação Gráfica: Ricardo Bertol Leturiondo.

Angélica Maria Araujo Corrêa
Gislaine Vieira Santos
Jormara Bartolomei Fregoneze
E-mail: angelica@ufba.br

Aluna Larissa Siqueira

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